Especialista em pesquisa operacional: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de especialista em pesquisa operacional no Brasil foi de R$ 3.710 por mês, e a média R$ 5.747,93. O cálculo usa 606 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2111-10.
Salário mediano
R$ 3.710
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 5.747,93
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.810–R$ 7.150
metade das contratações
Amostra
606
contratações no período
Como o salário de especialista em pesquisa operacional se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 42,7 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 139. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 611 admissões e 584 desligamentos, saldo de +27 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 312 admissões e mediana de R$ 4.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um especialista em pesquisa operacional por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 4.025 | R$ 6.366,83 | 312 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 5.922,30 | 44 |
| Paraná (PR) | — | R$ 4.099,32 | 44 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 6.244,44 | 31 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como especialista em pesquisa operacional no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 3.090,32 | 192 | 33,3% |
| Superior Incompleto | R$ 3.756,14 | 72 | 12,5% |
| Superior Completo | R$ 6.865,45 | 247 | 42,9% |
| Pós-Graduação completa | R$ 11.474,68 | 65 | 11,3% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 3.300,21 | 99 |
| 25 a 29 anos | R$ 5.084,83 | 153 |
| 30 a 39 anos | R$ 6.830,20 | 219 |
| 40 a 49 anos | R$ 6.976,13 | 105 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 5.730,93 (346 admissões) e mulheres com R$ 5.770,55 (260 admissões), uma diferença de 0,7% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 126 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 101 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 71 contratações.
- Indústrias de Transformação: 49 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 49 contratações.
- Informação e Comunicação: 44 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2111-10
- Título oficial
- Especialista em pesquisa operacional
- Família ocupacional
- 2111 — Profissionais da Matemática
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para especialista em pesquisa operacional
A CBO registra estes sinônimos para o código 2111-10. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Analista de pesquisa operacional
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um especialista em pesquisa operacional?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.710 por mês e a média R$ 5.747,93. Metade das 606 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.810 e R$ 7.150. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de especialista em pesquisa operacional?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2111-10, dentro da família ocupacional 2111 — Profissionais da Matemática.
- Em qual estado especialista em pesquisa operacional ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 6.244 (31 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser especialista em pesquisa operacional?
- Entre as pessoas contratadas no período, 54,2% tinham ensino superior completo ou mais e 33,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Matemático aplicado · R$ 11.470
- Atuário · R$ 8.090
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
- Analista de suporte computacional · R$ 3.010
- Analista financeiro (instituições financeiras) · R$ 4.010
- Operador de negócios · R$ 1.990
Entendendo o salário de especialista em pesquisa operacional
Quanto um especialista em pesquisa operacional ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.710 paga a quem é contratado como especialista em pesquisa operacional fica 90% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 95% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 5.747,93 está 55% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de especialista em pesquisa operacional bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de especialista em pesquisa operacional varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 606 contratações de especialista em pesquisa operacional do período ficou entre R$ 2.810 e R$ 7.150. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.810 e um quarto, mais de R$ 7.150. A distância entre as duas pontas é de R$ 4.340 por mês, ou R$ 52.080 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,5 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de especialista em pesquisa operacional está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Que escolaridade o mercado exige de um especialista em pesquisa operacional?
O mercado de especialista em pesquisa operacional é misto: 54,2% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Superior Completo" (247 de 576 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 11.474,68, contra R$ 3.090,32 de quem entrou com "Médio Completo" — 271% de diferença. A CBO em si não exige diploma para especialista em pesquisa operacional; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um especialista em pesquisa operacional encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou especialista em pesquisa operacional foi "Atividades Administrativas e Serviços Complementares", com 126 admissões, ou 28,6% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Transporte, Armazenagem e Correio, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 67,7% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como especialista em pesquisa operacional: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 42,7 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de especialista em pesquisa operacional está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 611 admissões e 584 desligamentos de especialista em pesquisa operacional, um saldo de +27 postos formais. O saldo positivo equivale a 4,4% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 4 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 611 admissões não querem dizer que existam 611 pessoas trabalhando como especialista em pesquisa operacional no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Com que idade se entra na carreira de especialista em pesquisa operacional?
O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 30 a 39 anos estão 38,0% das admissões de especialista em pesquisa operacional — é a idade típica de entrada nesta ocupação.
A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 6.976,13 e 18 a 24 anos, com R$ 3.300,21 — 111% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.