Dietista: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de dietista no Brasil foi de R$ 1.930 por mês, e a média R$ 2.062,19. O cálculo usa 691 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2237-05.
Salário mediano
R$ 1.930
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 2.062,19
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 1.770–R$ 2.170
metade das contratações
Amostra
691
contratações no período
Como o salário de dietista se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 41,8 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 686. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 700 admissões e 655 desligamentos, saldo de +45 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio Grande do Sul, com 267 admissões e mediana de R$ 2.175.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um dietista por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.175 | R$ 2.062,11 | 267 |
| São Paulo (SP) | R$ 1.975 | R$ 2.297,90 | 105 |
| Bahia (BA) | — | R$ 1.793,44 | 64 |
| Rio de Janeiro (RJ) | — | R$ 2.152,94 | 50 |
| Minas gerais (MG) | — | R$ 2.182,99 | 42 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como dietista no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 2.042,95 | 46 | 6,8% |
| Médio Incompleto | R$ 2.165,82 | 31 | 4,6% |
| Médio Completo | R$ 1.966,03 | 450 | 67,0% |
| Superior Incompleto | R$ 2.183,93 | 55 | 8,2% |
| Superior Completo | R$ 2.485,79 | 90 | 13,4% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.044,92 | 166 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.185,08 | 121 |
| 30 a 39 anos | R$ 2.080,63 | 144 |
| 40 a 49 anos | R$ 1.976,47 | 172 |
| 50 anos ou mais | R$ 2.085,22 | 83 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 2.057,99 (94 admissões) e mulheres com R$ 2.062,86 (597 admissões), praticamente sem diferença.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 417 contratações.
- Alojamento e Alimentação: 167 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 44 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 25 contratações.
- Educação: 12 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 11 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2237-05
- Título oficial
- Dietista
- Família ocupacional
- 2237 — Nutricionistas
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para dietista
A CBO registra estes sinônimos para o código 2237-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Auxiliar de dietista
- Auxiliar de nutrição e dietética
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um dietista?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 1.930 por mês e a média R$ 2.062,19. Metade das 691 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 1.770 e R$ 2.170. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de dietista?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2237-05, dentro da família ocupacional 2237 — Nutricionistas.
- Em qual estado dietista ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Minas gerais teve o maior salário de admissão: R$ 2.183 (42 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser dietista?
- Entre as pessoas contratadas no período, 13,4% tinham ensino superior completo ou mais e 67,0% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Nutricionista · R$ 3.870
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
- Analista de suporte computacional · R$ 3.010
- Analista financeiro (instituições financeiras) · R$ 4.010
- Operador de negócios · R$ 1.990
- Professor de nível superior na educação infantil (zero a três anos) · R$ 3.850
Entendendo o salário de dietista
O salário de dietista está na média do mercado formal?
A mediana de R$ 1.930 paga a quem é contratado como dietista fica a 1% da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950, praticamente em linha com o mercado formal. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 45% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 2.062,19 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 1.930 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
Por que quase todo dietista entra ganhando o mesmo valor?
Metade das 691 contratações de dietista do período ficou entre R$ 1.770 e R$ 2.170. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 1.770 e um quarto, mais de R$ 2.170. A distância entre as duas pontas é de R$ 400 por mês, ou R$ 4.800 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
As pontas estão próximas: o terceiro quartil é apenas 1,23 vez o primeiro. Isso acontece quando um piso de convenção coletiva, um piso legal ou o próprio salário mínimo governam a contratação de dietista. Nesses casos, negociar acima da faixa é mais difícil, e o ganho costuma vir de adicionais e horas extras — que não entram neste valor.
Onde dietista ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 2 estados com amostra suficiente, Rio Grande do Sul pagou a maior mediana de admissão a dietista: R$ 2.175 em 267 contratações. A menor ficou em São Paulo, com R$ 1.975 em 105 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 10%, ou R$ 200 por mês.
Rio Grande do Sul lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou dietista no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 10% vista aqui.
Dá para trabalhar como dietista sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 13,4% das admissões de dietista foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 450 das 672 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 67,0%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Superior Completo" recebeu em média R$ 2.485,79, contra R$ 1.966,03 de quem entrou com "Médio Completo" — 26% de diferença. A CBO em si não exige diploma para dietista; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata dietista é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou dietista foi "Saúde Humana e Serviços Sociais", com 417 admissões, ou 61,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Saúde Humana e Serviços Sociais, Alojamento e Alimentação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares — chega-se a 92,9% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de dietista tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Saúde Humana e Serviços Sociais". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 41,8 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de dietista está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 700 admissões e 655 desligamentos de dietista, um saldo de +45 postos formais. O saldo positivo equivale a 6,4% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 6 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 700 admissões não querem dizer que existam 700 pessoas trabalhando como dietista no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Grau de instrução
A escolaridade declarada pelo empregador na admissão, do analfabeto ao doutorado. Mostra o que o mercado exigiu de fato nas contratações do período, que não é necessariamente o que a lei ou o conselho profissional exige.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.