Trabalho e Salários

Corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos no Brasil foi de R$ 4.010 por mês, e a média R$ 6.355,02. O cálculo usa 923 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2533-05.

Salário mediano

R$ 4.010

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 6.355,02

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 3.110–R$ 7.550

metade das contratações

Amostra

923

contratações no período

Como o salário de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos se distribui

Distribuição do salário de admissão de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos: metade das contratações entre R$ 3.110 e R$ 7.550, mediana de R$ 4.010A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 3.110) ao terceiro quartil (R$ 7.550). A linha grossa é a mediana, de R$ 4.010. O ponto escuro é a média, de R$ 6.355,02. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 2,5 milR$ 5 milR$ 7,5 milR$ 10 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 4 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 923 admissões de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 43,4 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 113. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 932 admissões e 784 desligamentos, saldo de +148 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 704 admissões e mediana de R$ 4.225.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica no terço de cima.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 2 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 4.225R$ 7.148,58704
Distrito Federal (DF)—R$ 1.700,0067
Rio de Janeiro (RJ)—R$ 6.009,2531

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 2.947,1023627,2%
Superior IncompletoR$ 4.509,9521024,2%
Superior CompletoR$ 8.924,0736241,7%
Pós-Graduação completaR$ 11.023,48606,9%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 3.997,80274
25 a 29 anosR$ 5.939,03251
30 a 39 anosR$ 8.412,35249
40 a 49 anosR$ 8.473,20107
50 anos ou maisR$ 6.902,2138

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 7.398,76 (585 admissões) e mulheres com R$ 4.548,56 (338 admissões), uma diferença de 62,7% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 639 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 111 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 64 contratações.
  • Educação: 61 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 14 contratações.
  • Indústrias de Transformação: 9 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
2533-05
Título oficial
Corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos
Família ocupacional
2533 — Família ocupacional 2533

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Outros nomes para corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos

A CBO registra estes sinônimos para o código 2533-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.

  • Corretor de mercadorias
  • Corretor de mercadorias e futuros
  • Operador de mercadorias e derivativos
  • Operador de bolsa - pregão
  • Operador de bolsa de mercadorias e futuros
  • Operador de câmbio/comércio exterior
  • Operador de carteiras internacionais
  • Operador de mesa bolsa de valores
  • Operador de renda fixa
  • Operador de renda variável
  • Operador financeiro

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos?
Na contratação, a mediana foi de R$ 4.010 por mês e a média R$ 6.355,02. Metade das 923 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 3.110 e R$ 7.550. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2533-05, dentro da família ocupacional 2533 — Família ocupacional 2533.
Em qual estado corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, Rio de Janeiro teve o maior salário de admissão: R$ 6.009 (31 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos?
Entre as pessoas contratadas no período, 48,6% tinham ensino superior completo ou mais e 27,2% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos

Quanto um corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 4.010 paga a quem é contratado como corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 96% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 6.355,02 está 58% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

Por que o salário de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 923 contratações de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos do período ficou entre R$ 3.110 e R$ 7.550. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 3.110 e um quarto, mais de R$ 7.550. A distância entre as duas pontas é de R$ 4.440 por mês, ou R$ 53.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 2,4 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Que escolaridade o mercado exige de um corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos?

O mercado de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos é misto: 48,6% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Superior Completo" (362 de 868 contratações classificadas).

A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 11.023,48, contra R$ 2.947,10 de quem entrou com "Médio Completo" — 274% de diferença. A CBO em si não exige diploma para corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.

Quem contrata corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos foi "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados", com 639 admissões, ou 71,2% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 90,6% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

O mercado de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos está abrindo vagas?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 932 admissões e 784 desligamentos de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos, um saldo de +148 postos formais. O saldo positivo equivale a 15,9% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 16 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 932 admissões não querem dizer que existam 932 pessoas trabalhando como corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Com que idade se entra na carreira de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos?

O CAGED não registra anos de experiência, e a idade de quem é contratado é a aproximação possível. Na faixa de 18 a 24 anos estão 29,8% das admissões de corretor de valores, ativos financeiros, mercadorias e derivativos — é a idade típica de entrada nesta ocupação.

A idade pesa no valor: 40 a 49 anos entrou com média de R$ 8.473,20 e 18 a 24 anos, com R$ 3.997,80 — 112% de diferença. Em ocupações assim, experiência reconhecida vale salário na hora da contratação.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

Ver no glossário completo

Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

Ver no glossário completo

Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

Jornada contratada

As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.

Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).

Ver no glossário completo

CNAE

Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.

Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.