Coordenador pedagógico: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de coordenador pedagógico no Brasil foi de R$ 3.010 por mês, e a média R$ 3.832,49. O cálculo usa 7.485 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2394-05.
Salário mediano
R$ 3.010
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.832,49
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.010–R$ 4.810
metade das contratações
Amostra
7.485
contratações no período
Como o salário de coordenador pedagógico se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 38,4 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 217. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 8.027 admissões e 8.538 desligamentos, saldo de -511 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 1.773 admissões e mediana de R$ 4.525.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um coordenador pedagógico por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 4.525 | R$ 5.037,73 | 1.773 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.525 | R$ 3.391,72 | 1.019 |
| Minas gerais (MG) | R$ 3.175 | R$ 3.811,03 | 799 |
| Paraná (PR) | R$ 2.675 | R$ 3.314,74 | 425 |
| Ceará (CE) | R$ 2.525 | R$ 3.075,46 | 423 |
| Bahia (BA) | R$ 3.175 | R$ 3.443,35 | 389 |
| Pernambuco (PE) | R$ 2.525 | R$ 3.181,90 | 365 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 3.375 | R$ 3.710,17 | 258 |
| Pará (PA) | R$ 2.625 | R$ 3.092,45 | 237 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 3.475 | R$ 3.918,33 | 235 |
| Distrito Federal (DF) | R$ 4.175 | R$ 4.547,85 | 222 |
| Goiás (GO) | R$ 2.525 | R$ 3.158,98 | 183 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 2.625 | R$ 3.517,90 | 171 |
| Maranhão (MA) | R$ 2.525 | R$ 3.115,79 | 123 |
| Paraíba (PB) | R$ 2.275 | R$ 2.903,29 | 120 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 4.146,72 | 95 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 2.971,35 | 92 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 2.801,85 | 87 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 3.728,67 | 86 |
| Piauí (PI) | — | R$ 3.115,13 | 76 |
| Sergipe (SE) | — | R$ 2.842,16 | 66 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 3.571,55 | 63 |
| Rondônia (RO) | — | R$ 3.988,47 | 61 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 3.404,31 | 57 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como coordenador pedagógico no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 2.593,80 | 1.450 | 19,5% |
| Superior Incompleto | R$ 2.388,02 | 544 | 7,3% |
| Superior Completo | R$ 3.924,17 | 3.662 | 49,3% |
| Mestrado | R$ 5.207,01 | 443 | 6,0% |
| Doutorado | R$ 6.203,81 | 221 | 3,0% |
| Pós-Graduação completa | R$ 4.894,62 | 1.115 | 15,0% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.183,41 | 746 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.982,60 | 1.086 |
| 30 a 39 anos | R$ 3.891,31 | 2.414 |
| 40 a 49 anos | R$ 4.362,16 | 2.167 |
| 50 anos ou mais | R$ 4.690,12 | 1.050 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 4.104,85 (1.588 admissões) e mulheres com R$ 3.759,15 (5.897 admissões), uma diferença de 9,2% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Educação: 5.909 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 679 contratações.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 218 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 150 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 107 contratações.
- Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 104 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2394-05
- Título oficial
- Coordenador pedagógico
- Família ocupacional
- 2394 — Programadores, Avaliadores e Orientadores de Ensino
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para coordenador pedagógico
A CBO registra estes sinônimos para o código 2394-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Auxiliar de coordenação de ensino fundamental de primeira a quarta séries
- Coordenador auxiliar de curso
- Coordenador de disciplina e área de estudo
- Coordenador de ensino
- Coordenador escolar
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um coordenador pedagógico?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.010 por mês e a média R$ 3.832,49. Metade das 7.485 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.010 e R$ 4.810. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de coordenador pedagógico?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2394-05, dentro da família ocupacional 2394 — Programadores, Avaliadores e Orientadores de Ensino.
- Em qual estado coordenador pedagógico ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 4.525 (1.773 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser coordenador pedagógico?
- Entre as pessoas contratadas no período, 73,2% tinham ensino superior completo ou mais e 19,5% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Orientador educacional · R$ 1.930
- Pedagogo · R$ 2.490
- Supervisor de ensino · R$ 2.930
- Psicopedagogo · R$ 2.670
- Designer educacional · R$ 3.990
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
Entendendo o salário de coordenador pedagógico
Quanto um coordenador pedagógico ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.010 paga a quem é contratado como coordenador pedagógico fica 54% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 91% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.832,49 está 27% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de coordenador pedagógico bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de coordenador pedagógico varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 7.485 contratações de coordenador pedagógico do período ficou entre R$ 2.010 e R$ 4.810. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.010 e um quarto, mais de R$ 4.810. A distância entre as duas pontas é de R$ 2.800 por mês, ou R$ 33.600 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,4 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de coordenador pedagógico está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como coordenador pedagógico?
Entre os 15 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a coordenador pedagógico: R$ 4.525 em 1.773 contratações. A menor ficou em Paraíba, com R$ 2.275 em 120 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 99%, ou R$ 2.250 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou coordenador pedagógico no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 99% vista aqui.
Precisa de diploma de nível superior para ser coordenador pedagógico?
A contratação de coordenador pedagógico é dominada por quem tem diploma: 73,2% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 3.662 das 7.435 contratações classificadas.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Doutorado" recebeu em média R$ 6.203,81, contra R$ 2.388,02 de quem entrou com "Superior Incompleto" — 160% de diferença. A CBO em si não exige diploma para coordenador pedagógico; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata coordenador pedagógico é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou coordenador pedagógico foi "Educação", com 5.909 admissões, ou 82,4% do total classificado. Somando os três primeiros — Educação, Outras Atividades de Serviços, Saúde Humana e Serviços Sociais — chega-se a 95,0% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de coordenador pedagógico tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Educação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 38,4 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que coordenador pedagógico fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 8.027 admissões e 8.538 desligamentos de coordenador pedagógico, um saldo de -511 postos formais. O saldo negativo equivale a 6,4% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 8.027 admissões não querem dizer que existam 8.027 pessoas trabalhando como coordenador pedagógico no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.