Chefe de cozinha: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de chefe de cozinha no Brasil foi de R$ 2.610 por mês, e a média R$ 3.052,45. O cálculo usa 6.134 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2711-05.
Salário mediano
R$ 2.610
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.052,45
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.150–R$ 3.510
metade das contratações
Amostra
6.134
contratações no período
Como o salário de chefe de cozinha se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,5 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 304. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 6.236 admissões e 8.550 desligamentos, saldo de -2.314 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 2.008 admissões e mediana de R$ 3.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um chefe de cozinha por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 3.025 | R$ 3.508,28 | 2.008 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 2.525 | R$ 2.937,94 | 715 |
| Minas gerais (MG) | R$ 2.525 | R$ 2.767,51 | 525 |
| Paraná (PR) | R$ 2.725 | R$ 2.983,44 | 472 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 2.925 | R$ 3.175,73 | 370 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.525 | R$ 2.742,91 | 297 |
| Bahia (BA) | R$ 2.525 | R$ 2.848,85 | 221 |
| Goiás (GO) | R$ 2.525 | R$ 2.750,62 | 207 |
| Ceará (CE) | R$ 2.425 | R$ 2.786,62 | 190 |
| Pernambuco (PE) | R$ 2.525 | R$ 2.939,47 | 151 |
| Distrito Federal (DF) | R$ 2.525 | R$ 2.626,90 | 123 |
| Mato Grosso (MT) | R$ 2.475 | R$ 2.785,79 | 120 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 2.525 | R$ 2.749,61 | 105 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.260,55 | 93 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 2.764,69 | 71 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 2.663,43 | 67 |
| Pará (PA) | — | R$ 2.323,95 | 64 |
| Tocantins (TO) | — | R$ 1.998,65 | 62 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 2.432,06 | 61 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 3.565,31 | 51 |
| Maranhão (MA) | — | R$ 3.021,19 | 44 |
| Piauí (PI) | — | R$ 2.160,86 | 38 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como chefe de cozinha no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Até 5ª Incompleto | R$ 2.870,99 | 45 | 0,7% |
| 5ª Completo Fundamental | R$ 2.547,88 | 34 | 0,6% |
| 6ª a 9ª Fundamental | R$ 2.693,31 | 109 | 1,8% |
| Fundamental Completo | R$ 2.991,87 | 276 | 4,5% |
| Médio Incompleto | R$ 2.882,70 | 273 | 4,5% |
| Médio Completo | R$ 2.898,20 | 4.420 | 72,3% |
| Superior Incompleto | R$ 3.301,81 | 213 | 3,5% |
| Superior Completo | R$ 3.936,74 | 693 | 11,3% |
| Pós-Graduação completa | R$ 5.924,46 | 52 | 0,9% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.323,48 | 395 |
| 25 a 29 anos | R$ 2.760,55 | 889 |
| 30 a 39 anos | R$ 3.099,74 | 2.119 |
| 40 a 49 anos | R$ 3.243,06 | 1.847 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.163,77 | 874 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.238,29 (3.666 admissões) e mulheres com R$ 2.776,40 (2.468 admissões), uma diferença de 16,6% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Alojamento e Alimentação: 4.784 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 449 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 384 contratações.
- Indústrias de Transformação: 162 contratações.
- Educação: 73 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 47 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2711-05
- Título oficial
- Chefe de cozinha
- Família ocupacional
- 2711 — Chefes de Cozinha e Afins
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para chefe de cozinha
A CBO registra estes sinônimos para o código 2711-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Chef
- Chefe de partida
- Chefe executivo de cozinha
- Encarregado de cozinha
- Subchefe de cozinha
- Supervisor de cozinha
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um chefe de cozinha?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 2.610 por mês e a média R$ 3.052,45. Metade das 6.134 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.150 e R$ 3.510. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de chefe de cozinha?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2711-05, dentro da família ocupacional 2711 — Chefes de Cozinha e Afins.
- Em qual estado chefe de cozinha ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Alagoas teve o maior salário de admissão: R$ 3.565 (51 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser chefe de cozinha?
- Entre as pessoas contratadas no período, 12,2% tinham ensino superior completo ou mais e 72,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Tecnólogo em gastronomia · R$ 3.010
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
- Analista de suporte computacional · R$ 3.010
- Analista financeiro (instituições financeiras) · R$ 4.010
- Operador de negócios · R$ 1.990
- Nutricionista · R$ 3.870
Entendendo o salário de chefe de cozinha
Quanto um chefe de cozinha ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 2.610 paga a quem é contratado como chefe de cozinha fica 34% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 83% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.052,45 está 17% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de chefe de cozinha bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de chefe de cozinha varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 6.134 contratações de chefe de cozinha do período ficou entre R$ 2.150 e R$ 3.510. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.150 e um quarto, mais de R$ 3.510. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.360 por mês, ou R$ 16.320 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 1,6 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de chefe de cozinha está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Onde chefe de cozinha ganha mais e onde ganha menos no Brasil?
Entre os 13 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a chefe de cozinha: R$ 3.025 em 2.008 contratações. A menor ficou em Ceará, com R$ 2.425 em 190 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 25%, ou R$ 600 por mês.
São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou chefe de cozinha no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 25% vista aqui.
Dá para trabalhar como chefe de cozinha sem faculdade?
A faculdade não é a porta de entrada: só 12,2% das admissões de chefe de cozinha foram de pessoas com ensino superior completo. O perfil mais frequente foi "Médio Completo", com 4.420 das 6.115 contratações classificadas, e o ensino médio completo respondeu por 72,3%.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 5.924,46, contra R$ 2.547,88 de quem entrou com "5ª Completo Fundamental" — 133% de diferença. A CBO em si não exige diploma para chefe de cozinha; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata chefe de cozinha é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou chefe de cozinha foi "Alojamento e Alimentação", com 4.784 admissões, ou 81,1% do total classificado. Somando os três primeiros — Alojamento e Alimentação, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 95,2% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de chefe de cozinha tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Alojamento e Alimentação". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,5 horas por semana, praticamente o limite de 44 horas da CLT — ou seja, o valor desta página já é de jornada cheia.
Por que chefe de cozinha fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 6.236 admissões e 8.550 desligamentos de chefe de cozinha, um saldo de -2.314 postos formais. O saldo negativo equivale a 37,1% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 6.236 admissões não querem dizer que existam 6.236 pessoas trabalhando como chefe de cozinha no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.