Auditor (contadores e afins): quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de auditor (contadores e afins) no Brasil foi de R$ 3.010 por mês, e a média R$ 4.621,60. O cálculo usa 3.905 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2522-05.
Salário mediano
R$ 3.010
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 4.621,60
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.010–R$ 5.890
metade das contratações
Amostra
3.905
contratações no período
Como o salário de auditor (contadores e afins) se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 43,1 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 218. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 3.933 admissões e 4.719 desligamentos, saldo de -786 vagas formais.
- Estado que mais contratou: Rio Grande do Sul, com 1.554 admissões e mediana de R$ 2.025.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um auditor (contadores e afins) por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 2.025 | R$ 2.333,55 | 1.554 |
| São Paulo (SP) | R$ 5.575 | R$ 6.883,78 | 1.283 |
| Minas gerais (MG) | R$ 4.225 | R$ 5.437,04 | 193 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 5.375 | R$ 7.276,63 | 150 |
| Paraná (PR) | R$ 4.525 | R$ 5.324,94 | 148 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 3.575 | R$ 4.864,53 | 128 |
| Goiás (GO) | — | R$ 4.030,48 | 69 |
| Ceará (CE) | — | R$ 4.451,60 | 62 |
| Pernambuco (PE) | — | R$ 4.294,00 | 62 |
| Distrito Federal (DF) | — | R$ 6.325,20 | 48 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.811,68 | 46 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 5.107,61 | 36 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como auditor (contadores e afins) no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Fundamental Completo | R$ 2.152,09 | 32 | 0,8% |
| Médio Incompleto | R$ 2.052,80 | 30 | 0,8% |
| Médio Completo | R$ 2.344,46 | 1.559 | 40,3% |
| Superior Incompleto | R$ 3.399,62 | 385 | 9,9% |
| Superior Completo | R$ 6.328,49 | 1.483 | 38,3% |
| Pós-Graduação completa | R$ 8.490,34 | 383 | 9,9% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 2.857,34 | 586 |
| 25 a 29 anos | R$ 4.087,67 | 897 |
| 30 a 39 anos | R$ 5.177,41 | 1.375 |
| 40 a 49 anos | R$ 5.523,78 | 761 |
| 50 anos ou mais | R$ 4.838,34 | 286 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 4.428,52 (2.293 admissões) e mulheres com R$ 4.896,24 (1.612 admissões), uma diferença de 9,6% a favor das mulheres.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 2.161 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 453 contratações.
- Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 292 contratações.
- Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 256 contratações.
- Indústrias de Transformação: 222 contratações.
- Transporte, Armazenagem e Correio: 101 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2522-05
- Título oficial
- Auditor (contadores e afins)
- Família ocupacional
- 2522 — Contadores e Afins
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Outros nomes para auditor (contadores e afins)
A CBO registra estes sinônimos para o código 2522-05. Cargos com esses nomes costumam ser classificados na mesma ocupação.
- Auditor contábil
- Auditor de contabilidade e orçamento
- Auditor externo (contadores e afins)
- Auditor financeiro
- Auditor fiscal (em contabilidade)
- Auditor independente (contadores e afins)
- Inspetor de auditoria
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um auditor (contadores e afins)?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.010 por mês e a média R$ 4.621,60. Metade das 3.905 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.010 e R$ 5.890. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de auditor (contadores e afins)?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2522-05, dentro da família ocupacional 2522 — Contadores e Afins.
- Em qual estado auditor (contadores e afins) ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Distrito Federal teve o maior salário de admissão: R$ 6.325 (48 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser auditor (contadores e afins)?
- Entre as pessoas contratadas no período, 48,2% tinham ensino superior completo ou mais e 40,3% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Contador · R$ 4.510
- Perito contábil · R$ 3.810
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
- Analista de suporte computacional · R$ 3.010
- Analista financeiro (instituições financeiras) · R$ 4.010
- Operador de negócios · R$ 1.990
- Nutricionista · R$ 3.870
Entendendo o salário de auditor (contadores e afins)
Quanto um auditor (contadores e afins) ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.010 paga a quem é contratado como auditor (contadores e afins) fica 54% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 91% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 4.621,60 está 54% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de auditor (contadores e afins) bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.
Por que o salário de auditor (contadores e afins) varia tanto de um contrato para o outro?
Metade das 3.905 contratações de auditor (contadores e afins) do período ficou entre R$ 2.010 e R$ 5.890. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.010 e um quarto, mais de R$ 5.890. A distância entre as duas pontas é de R$ 3.880 por mês, ou R$ 46.560 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
O terceiro quartil é 2,9 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de auditor (contadores e afins) está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como auditor (contadores e afins)?
Entre os 6 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a auditor (contadores e afins): R$ 5.575 em 1.283 contratações. A menor ficou em Rio Grande do Sul, com R$ 2.025 em 1.554 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 175%, ou R$ 3.550 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: Rio Grande do Sul respondeu por 1.554 das 3.905 admissões de auditor (contadores e afins) no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 175% vista aqui.
Que escolaridade o mercado exige de um auditor (contadores e afins)?
O mercado de auditor (contadores e afins) é misto: 48,2% das admissões foram de pessoas com ensino superior completo ou mais, e a escolaridade mais frequente foi "Médio Completo" (1.559 de 3.872 contratações classificadas).
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 8.490,34, contra R$ 2.052,80 de quem entrou com "Médio Incompleto" — 314% de diferença. A CBO em si não exige diploma para auditor (contadores e afins); o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Quem contrata auditor (contadores e afins) é quase sempre um setor só — qual?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou auditor (contadores e afins) foi "Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas", com 2.161 admissões, ou 62,0% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas — chega-se a 83,4% das contratações.
Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de auditor (contadores e afins) tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 43,1 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
Por que auditor (contadores e afins) fechou mais vagas do que abriu?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 3.933 admissões e 4.719 desligamentos de auditor (contadores e afins), um saldo de -786 postos formais. O saldo negativo equivale a 20,0% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 3.933 admissões não querem dizer que existam 3.933 pessoas trabalhando como auditor (contadores e afins) no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Desligamento
A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Média
A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.