Assistente social: quanto ganha e qual é o salário médio
A mediana do salário de admissão de assistente social no Brasil foi de R$ 3.330 por mês, e a média R$ 3.491,73. O cálculo usa 7.265 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2516-05.
Salário mediano
R$ 3.330
metade ganha mais, metade menos
Salário médio
R$ 3.491,73
média aritmética
Faixa mais comum
R$ 2.590–R$ 4.030
metade das contratações
Amostra
7.265
contratações no período
Como o salário de assistente social se distribui
O que esses números dizem
- Jornada contratada média: 31,6 horas semanais.
- No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 168. Veja as profissões que mais pagam.
- Movimentação no período: 8.274 admissões e 6.207 desligamentos, saldo de +2.067 vagas formais.
- Estado que mais contratou: São Paulo, com 2.283 admissões e mediana de R$ 3.725.
Antes de usar este número
Como ler este número
É salário de admissão, não salário de carreira
De onde vem o dado
Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026
Cuidado
Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito
O que fazer com isso
Compare com o piso da sua categoria
Quanto ganha um assistente social por estado
Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.
| Estado | Mediana | Média | Contratações |
|---|---|---|---|
| São Paulo (SP) | R$ 3.725 | R$ 3.730,75 | 2.283 |
| Rio de Janeiro (RJ) | R$ 3.575 | R$ 3.693,77 | 860 |
| Minas gerais (MG) | R$ 3.225 | R$ 3.357,91 | 728 |
| Bahia (BA) | R$ 2.925 | R$ 3.005,44 | 471 |
| Paraná (PR) | R$ 3.025 | R$ 3.069,81 | 464 |
| Rio Grande do Sul (RS) | R$ 3.325 | R$ 3.451,41 | 379 |
| Santa Catarina (SC) | R$ 3.675 | R$ 3.805,91 | 273 |
| Espírito Santo (ES) | R$ 3.325 | R$ 3.320,45 | 272 |
| Pernambuco (PE) | R$ 2.825 | R$ 2.919,10 | 218 |
| Ceará (CE) | R$ 3.275 | R$ 3.220,49 | 207 |
| Distrito Federal (DF) | R$ 4.475 | R$ 5.152,19 | 197 |
| Maranhão (MA) | R$ 2.275 | R$ 2.546,14 | 174 |
| Goiás (GO) | R$ 3.025 | R$ 3.356,52 | 123 |
| Pará (PA) | — | R$ 3.359,10 | 87 |
| Amazonas (AM) | — | R$ 2.896,39 | 84 |
| Mato Grosso do Sul (MS) | — | R$ 3.464,72 | 73 |
| Paraíba (PB) | — | R$ 2.311,61 | 62 |
| Alagoas (AL) | — | R$ 3.250,88 | 53 |
| Mato Grosso (MT) | — | R$ 3.465,86 | 52 |
| Rondônia (RO) | — | R$ 2.903,93 | 40 |
| Rio Grande do Norte (RN) | — | R$ 2.919,76 | 40 |
| Piauí (PI) | — | R$ 3.067,69 | 30 |
Salário por escolaridade
Escolaridade declarada de quem foi contratado como assistente social no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.
| Escolaridade | Salário médio | Contratações | Participação |
|---|---|---|---|
| Médio Completo | R$ 3.047,85 | 721 | 10,0% |
| Superior Incompleto | R$ 3.325,96 | 69 | 1,0% |
| Superior Completo | R$ 3.452,35 | 5.390 | 74,6% |
| Mestrado | R$ 5.667,02 | 76 | 1,1% |
| Pós-Graduação completa | R$ 3.895,98 | 968 | 13,4% |
Salário por faixa de idade
O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.
| Faixa de idade | Salário médio | Contratações |
|---|---|---|
| 18 a 24 anos | R$ 3.128,97 | 241 |
| 25 a 29 anos | R$ 3.557,07 | 804 |
| 30 a 39 anos | R$ 3.551,22 | 2.224 |
| 40 a 49 anos | R$ 3.494,00 | 2.614 |
| 50 anos ou mais | R$ 3.417,05 | 1.374 |
Homens e mulheres
Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 3.864,29 (668 admissões) e mulheres com R$ 3.454,00 (6.597 admissões), uma diferença de 11,9% a favor dos homens.
Setores que mais contratam
Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.
- Saúde Humana e Serviços Sociais: 3.581 contratações.
- Outras Atividades de Serviços: 2.012 contratações.
- Educação: 401 contratações.
- Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 328 contratações.
- Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 250 contratações.
- Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 226 contratações.
A ocupação na CBO
- Código CBO 2002
- 2516-05
- Título oficial
- Assistente social
- Família ocupacional
- 2516 — Assistentes Sociais e Economistas Domésticos
- Grande grupo
- Profissionais das ciências e das artes
O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.
Como esse valor é calculado
Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).
- É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
- É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
- Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
- Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.
Perguntas frequentes
- Quanto ganha um assistente social?
- Na contratação, a mediana foi de R$ 3.330 por mês e a média R$ 3.491,73. Metade das 7.265 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 2.590 e R$ 4.030. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
- Qual é o CBO de assistente social?
- O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2516-05, dentro da família ocupacional 2516 — Assistentes Sociais e Economistas Domésticos.
- Em qual estado assistente social ganha mais?
- Entre os estados com amostra suficiente, Distrito Federal teve o maior salário de admissão: R$ 4.475 (197 contratações no período).
- Precisa de faculdade para ser assistente social?
- Entre as pessoas contratadas no período, 89,1% tinham ensino superior completo ou mais e 10,0% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
- Esse salário é líquido ou bruto?
- É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.
Ocupações relacionadas
- Enfermeiro · R$ 4.150
- Administrador · R$ 4.010
- Analista de desenvolvimento de sistemas · R$ 7.510
- Analista de recursos humanos · R$ 3.810
- Farmacêutico · R$ 4.730
- Contador · R$ 4.510
- Secretária(o) executiva(o) · R$ 1.970
- Analista de suporte computacional · R$ 3.010
- Analista financeiro (instituições financeiras) · R$ 4.010
- Operador de negócios · R$ 1.990
- Nutricionista · R$ 3.870
- Professor de nível superior na educação infantil (zero a três anos) · R$ 3.850
Entendendo o salário de assistente social
Quanto um assistente social ganha acima da mediana do país?
A mediana de R$ 3.330 paga a quem é contratado como assistente social fica 71% acima da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950 — uma distância grande. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 94% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.
A média de R$ 3.491,73 fica pouco acima da mediana, o que é o padrão em salário: há sempre alguns contratos altos, e eles levantam um pouco a média. Para a pergunta "quanto eu ganharia", a mediana de R$ 3.330 continua sendo a referência mais honesta. A média nacional de admissão, para comparação, foi de R$ 2.395,67.
O que a faixa de R$ 2.590 a R$ 4.030 significa?
Metade das 7.265 contratações de assistente social do período ficou entre R$ 2.590 e R$ 4.030. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 2.590 e um quarto, mais de R$ 4.030. A distância entre as duas pontas é de R$ 1.440 por mês, ou R$ 17.280 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.
A dispersão é moderada: o terceiro quartil é 1,56 vez o primeiro. Há espaço de negociação em torno da mediana de R$ 3.330, e a diferença normalmente vem do porte do empregador, da região e da experiência que o empregador reconhece no momento de contratar um assistente social.
Em que estado vale mais a pena trabalhar como assistente social?
Entre os 13 estados com amostra suficiente, Distrito Federal pagou a maior mediana de admissão a assistente social: R$ 4.475 em 197 contratações. A menor ficou em Maranhão, com R$ 2.275 em 174 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 97%, ou R$ 2.200 por mês.
Quem mais contratou não foi o estado que mais paga: São Paulo respondeu por 2.283 das 7.265 admissões de assistente social no período, o maior volume do País. Volume e salário são perguntas diferentes, e vale olhar as duas colunas da tabela acima. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 97% vista aqui.
Precisa de diploma de nível superior para ser assistente social?
A contratação de assistente social é dominada por quem tem diploma: 89,1% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 5.390 das 7.224 contratações classificadas.
A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Mestrado" recebeu em média R$ 5.667,02, contra R$ 3.047,85 de quem entrou com "Médio Completo" — 86% de diferença. A CBO em si não exige diploma para assistente social; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.
Em que setores um assistente social encontra vaga?
Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou assistente social foi "Saúde Humana e Serviços Sociais", com 3.581 admissões, ou 52,7% do total classificado. Somando os três primeiros — Saúde Humana e Serviços Sociais, Outras Atividades de Serviços, Educação — chega-se a 88,2% das contratações.
A distribuição por vários setores é uma boa notícia para quem procura vaga como assistente social: a ocupação não depende de um único ramo da economia e consegue migrar quando um setor esfria. A jornada contratada média foi de 31,6 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.
O mercado de assistente social está abrindo vagas?
Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 8.274 admissões e 6.207 desligamentos de assistente social, um saldo de +2.067 postos formais. O saldo positivo equivale a 25,0% das contratações do período: de cada cem pessoas contratadas, cerca de 25 ocuparam uma vaga nova, e o resto substituiu quem saiu.
Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 8.274 admissões não querem dizer que existam 8.274 pessoas trabalhando como assistente social no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.
Os termos que esta página usa
CBO
Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
Família ocupacional
Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.
Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.
CAGED
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Admissão
A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Saldo de empregos
Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".
Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.
Mediana
O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.
Quartil
Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.
Jornada contratada
As horas semanais escritas no contrato de trabalho. A CLT fixa o limite geral em 44 horas por semana, e há jornadas menores por lei ou convenção. Como salários de jornadas diferentes não são comparáveis, usamos a jornada média para situar o valor.
Fonte: Consolidação das Leis do Trabalho — Decreto-Lei nº 5.452/1943 — Presidência da República (Planalto).
CNAE
Classificação Nacional de Atividades Econômicas: o código que diz o que a empresa faz, não o que o trabalhador faz. É por ela que se descobre quais setores contratam uma ocupação — comércio, saúde, construção, indústria.
Fonte: Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) — IBGE / Comissão Nacional de Classificação (Concla).
Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.
Fonte dos dados
- Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
- Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
- Data da coleta: 07/10/2026.
- Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
- Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
- Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
- Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.
Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.