Trabalho e Salários

Analista de produtos bancários: quanto ganha e qual é o salário médio

A mediana do salário de admissão de analista de produtos bancários no Brasil foi de R$ 6.930 por mês, e a média R$ 8.135,22. O cálculo usa 1.256 contratações com carteira assinada registradas em março de 2026 a agosto de 2026 nos microdados do Novo CAGED (Ministério do Trabalho e Emprego). O código da ocupação na CBO é 2525-40.

Salário mediano

R$ 6.930

metade ganha mais, metade menos

Salário médio

R$ 8.135,22

média aritmética

Faixa mais comum

R$ 4.930–R$ 10.510

metade das contratações

Amostra

1.256

contratações no período

Como o salário de analista de produtos bancários se distribui

Distribuição do salário de admissão de analista de produtos bancários: metade das contratações entre R$ 4.930 e R$ 10.510, mediana de R$ 6.930A faixa colorida vai do primeiro quartil (R$ 4.930) ao terceiro quartil (R$ 10.510). A linha grossa é a mediana, de R$ 6.930. O ponto escuro é a média, de R$ 8.135,22. A linha tracejada é a mediana nacional de admissão, de R$ 1.950.R$ 0R$ 5 milR$ 10 milR$ 15 milmediana nacionalp25p75mediana R$ 6,9 mil
Faixa interquartil, mediana e média das 1.256 admissões de analista de produtos bancários em março de 2026 a agosto de 2026. Gráfico próprio, gerado a partir dos microdados do Novo CAGED.

O que esses números dizem

  • Jornada contratada média: 41,6 horas semanais.
  • No ranking de salário mediano entre as 898 ocupações com amostra grande (mínimo de 500 contratações), esta ocupação está na posição 37. Veja as profissões que mais pagam.
  • Movimentação no período: 1.495 admissões e 1.533 desligamentos, saldo de -38 vagas formais.
  • Estado que mais contratou: São Paulo, com 877 admissões e mediana de R$ 7.375.

Antes de usar este número

Como ler este número

É salário de admissão, não salário de carreira

O valor é o combinado no contrato no dia em que a pessoa foi contratada como analista de produtos bancários. Quem está na empresa há anos, recebeu promoção ou acumulou adicionais ganha mais do que isto. Entre as ocupações de amostra grande, esta fica entre as 10% que mais pagam.

De onde vem o dado

Microdados do Novo CAGED, março de 2026 a agosto de 2026

São as competências 202603, 202604, 202605, 202606, 202607, 202608, baixadas do PDET do Ministério do Trabalho e Emprego e conferidas em 07/10/2026. Dados públicos, sem identificação do trabalhador. A classificação das ocupações é a CBO 2002.

Cuidado

Amostra pequena esconde o número, e isso é de propósito

Só publicamos valor com 30 admissões ou mais no recorte. É por isso que 3 estados da tabela aparecem sem mediana: havia contratações, mas poucas demais para um valor estável.

O que fazer com isso

Compare com o piso da sua categoria

Nenhum salário pode ficar abaixo do piso da convenção coletiva, do piso legal da categoria ou do salário mínimo. Confira a convenção vigente no Sistema Mediador e veja os pisos salariais por categoria.

Quanto ganha um analista de produtos bancários por estado

Estados com pelo menos 30 contratações no período. A mediana aparece só onde houve 100 contratações ou mais.

EstadoMedianaMédiaContratações
São Paulo (SP)R$ 7.375R$ 8.893,28877
Rio Grande do Sul (RS)R$ 5.125R$ 6.168,33117
Minas gerais (MG)—R$ 6.263,3777
Santa Catarina (SC)—R$ 6.613,7249
Paraná (PR)—R$ 6.107,8438

Salário por escolaridade

Escolaridade declarada de quem foi contratado como analista de produtos bancários no período. Serve como retrato do que o mercado exige na prática.

EscolaridadeSalário médioContrataçõesParticipação
Médio CompletoR$ 5.089,03735,9%
Superior IncompletoR$ 6.176,6624319,7%
Superior CompletoR$ 8.432,5067254,5%
Pós-Graduação completaR$ 9.727,3924619,9%

Salário por faixa de idade

O CAGED não registra anos de experiência. A idade de quem é contratado é a aproximação mais próxima disponível.

Faixa de idadeSalário médioContratações
18 a 24 anosR$ 6.286,84257
25 a 29 anosR$ 7.998,89368
30 a 39 anosR$ 9.027,28455
40 a 49 anosR$ 8.897,83147

Homens e mulheres

Entre as contratações do período, homens entraram com salário médio de R$ 8.489,86 (662 admissões) e mulheres com R$ 7.739,98 (594 admissões), uma diferença de 9,7% a favor dos homens.

Setores que mais contratam

Seção da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do estabelecimento que contratou.

  • Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados: 995 contratações.
  • Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 133 contratações.
  • Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 46 contratações.
  • Informação e Comunicação: 32 contratações.
  • Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas: 16 contratações.
  • Outras Atividades de Serviços: 10 contratações.

A ocupação na CBO

Código CBO 2002
2525-40
Título oficial
Analista de produtos bancários
Família ocupacional
2525 — Profissionais de Administração Ecônomico-financeira

O código CBO é usado na carteira de trabalho, no eSocial, na RAIS e no contrato de trabalho. Consulte a tabela CBO completa.

Como esse valor é calculado

Média e mediana do salário contratual de admissão declarado ao Novo CAGED. Consideradas apenas admissões (saldo +1) com salário informado em unidade mensal, excluindo contratos de jornada parcial, trabalho intermitente e aprendizes. Mediana e quartis calculados sobre histograma de faixas de R$ 20 (R$ 50 nos recortes por UF).

  • É o salário de admissão: o valor combinado no momento da contratação. Quem já está na empresa há anos costuma ganhar mais.
  • É valor bruto mensal, antes de INSS, imposto de renda e descontos, e sem adicionais variáveis (horas extras, comissões, insalubridade).
  • Cobre apenas o emprego formal com carteira assinada (CLT) informado ao CAGED. Não inclui autônomos, MEI, servidores estatutários nem trabalho informal.
  • Números só aparecem quando há pelo menos 30 admissões no recorte. Recortes menores ficam de fora para não publicar média sem base.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um analista de produtos bancários?
Na contratação, a mediana foi de R$ 6.930 por mês e a média R$ 8.135,22. Metade das 1.256 admissões registradas em março de 2026 a agosto de 2026 ficou entre R$ 4.930 e R$ 10.510. É valor bruto, no emprego formal com carteira assinada, segundo os microdados do Novo CAGED (MTE).
Qual é o CBO de analista de produtos bancários?
O código da ocupação na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) é 2525-40, dentro da família ocupacional 2525 — Profissionais de Administração Ecônomico-financeira.
Em qual estado analista de produtos bancários ganha mais?
Entre os estados com amostra suficiente, São Paulo teve o maior salário de admissão: R$ 7.375 (877 contratações no período).
Precisa de faculdade para ser analista de produtos bancários?
Entre as pessoas contratadas no período, 74,4% tinham ensino superior completo ou mais e 5,9% tinham ensino médio completo. A CBO não exige diploma por si só; a escolaridade acima é a observada nas contratações reais.
Esse salário é líquido ou bruto?
É o salário bruto mensal registrado no contrato, antes de INSS e imposto de renda, e sem horas extras, comissões, adicionais ou benefícios. O valor que cai na conta é menor.

Ocupações relacionadas

Entendendo o salário de analista de produtos bancários

Quanto um analista de produtos bancários ganha acima da mediana do país?

A mediana de R$ 6.930 paga a quem é contratado como analista de produtos bancários é mais do que o dobro da mediana nacional de admissão, de R$ 1.950. Em outras palavras, o salário de entrada desta ocupação supera o de cerca de 99% das contratações formais do período, contando só as 1.921 ocupações da CBO com amostra suficiente para ter valor publicado. A mediana nacional citada aqui é aproximada: ela sai das medianas de cada ocupação, ponderadas pelo número de admissões de cada uma.

A média de R$ 8.135,22 está 17% acima da mediana, e essa distância é informativa: significa que há contratos de analista de produtos bancários bem acima do padrão puxando a média para cima. Para estimar o que você provavelmente receberia numa contratação, a mediana é o número certo.

Por que o salário de analista de produtos bancários varia tanto de um contrato para o outro?

Metade das 1.256 contratações de analista de produtos bancários do período ficou entre R$ 4.930 e R$ 10.510. Um quarto entrou ganhando menos de R$ 4.930 e um quarto, mais de R$ 10.510. A distância entre as duas pontas é de R$ 5.580 por mês, ou R$ 66.960 por ano — é esse intervalo, e não um número único, que descreve a realidade de quem está negociando salário.

O terceiro quartil é 2,1 vezes o primeiro, uma dispersão alta. Na prática, o mesmo título de analista de produtos bancários está sendo usado para contratos muito diferentes: porte da empresa, região, jornada, especialização e tempo de formação separam as pontas. Vale conferir a tabela por estado e por escolaridade antes de usar qualquer média como parâmetro.

Em que estado vale mais a pena trabalhar como analista de produtos bancários?

Entre os 2 estados com amostra suficiente, São Paulo pagou a maior mediana de admissão a analista de produtos bancários: R$ 7.375 em 877 contratações. A menor ficou em Rio Grande do Sul, com R$ 5.125 em 117 contratações. A diferença entre as duas pontas é de 44%, ou R$ 2.250 por mês.

São Paulo lidera as duas colunas: foi o estado que mais contratou analista de produtos bancários no período e também o que pagou a maior mediana. Antes de usar essa diferença para decidir uma mudança, desconte o custo de vida: aluguel e transporte variam mais entre capitais do que a diferença de 44% vista aqui.

Precisa de diploma de nível superior para ser analista de produtos bancários?

A contratação de analista de produtos bancários é dominada por quem tem diploma: 74,4% das admissões do período foram de pessoas com ensino superior completo ou mais. A escolaridade mais frequente foi "Superior Completo", com 672 das 1.234 contratações classificadas.

A escolaridade mexe no valor: quem entrou com "Pós-Graduação completa" recebeu em média R$ 9.727,39, contra R$ 5.089,03 de quem entrou com "Médio Completo" — 91% de diferença. A CBO em si não exige diploma para analista de produtos bancários; o que está na tabela é o que os empregadores de fato contrataram entre março de 2026 a agosto de 2026.

Quem contrata analista de produtos bancários é quase sempre um setor só — qual?

Pela seção da CNAE do estabelecimento que assinou o contrato, o setor que mais contratou analista de produtos bancários foi "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados", com 995 admissões, ou 80,8% do total classificado. Somando os três primeiros — Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados, Atividades Administrativas e Serviços Complementares, Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas — chega-se a 95,3% das contratações.

Essa concentração é um dado prático de carreira: a vaga de analista de produtos bancários tende a aparecer e desaparecer junto com o ciclo de "Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados". Quando o setor desacelera, a ocupação sente antes das outras. A jornada contratada média foi de 41,6 horas por semana, abaixo do limite de 44 horas da CLT, o que ajuda a explicar um salário mensal menor sem que a hora seja mais barata.

Por que analista de produtos bancários fechou mais vagas do que abriu?

Entre março de 2026 a agosto de 2026, o Novo CAGED registrou 1.495 admissões e 1.533 desligamentos de analista de produtos bancários, um saldo de -38 postos formais. O saldo negativo equivale a 2,5% das contratações: houve movimento, mas a ocupação terminou o período com menos postos formais do que começou.

Esse recorte é curto — seis competências, de 202603 a 202608 — e movimento não é estoque: 1.495 admissões não querem dizer que existam 1.495 pessoas trabalhando como analista de produtos bancários no Brasil, porque uma mesma pessoa pode ter sido contratada mais de uma vez. No agregado de todas as ocupações, o período fechou com saldo de +750.420 postos formais, o que serve de pano de fundo para ler o número acima. Para estoque de empregados, a fonte é a RAIS.

Os termos que esta página usa

CBO

Classificação Brasileira de Ocupações: a tabela oficial que dá um código a cada ocupação do mercado de trabalho brasileiro. O código aparece na carteira de trabalho, no contrato, no eSocial e na RAIS, e é por ele que as estatísticas separam uma profissão da outra.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Família ocupacional

Grupo de ocupações parecidas dentro da CBO, identificado pelos quatro primeiros dígitos do código. Serve para comparar uma ocupação com as suas vizinhas quando a amostra da ocupação isolada é pequena.

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), Portaria MTE nº 397/2002 — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

CAGED

Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Desde 2020, o Novo CAGED é montado a partir do eSocial e registra mês a mês cada admissão e cada desligamento do emprego formal, com salário, ocupação, município, escolaridade e jornada. É a fonte dos salários desta seção.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Admissão

A entrada de um trabalhador num emprego formal, declarada pelo empregador com o salário combinado no contrato. É o momento que o CAGED registra, e é por isso que o valor desta seção é salário de entrada, não a média de quem já tem anos de casa.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Desligamento

A saída de um trabalhador do emprego formal, por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou aposentadoria. O CAGED conta os desligamentos no mesmo mês em que conta as admissões.

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Saldo de empregos

Admissões menos desligamentos num período. Saldo positivo quer dizer que a ocupação abriu mais vagas formais do que fechou; saldo negativo, o contrário. É o indicador que os jornais chamam de "vagas criadas".

Fonte: Novo CAGED — microdados de movimentações, Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET) — Ministério do Trabalho e Emprego.

Ver no glossário completo

Mediana

O valor que fica exatamente no meio quando se enfileiram todos os salários do menor para o maior: metade ganha mais, metade ganha menos. É mais confiável que a média para falar de salário, porque alguns contratos muito altos não a distorcem.

Ver no glossário completo

Média

A soma de todos os salários dividida pelo número de contratos. Quando há poucos salários muito altos, a média sobe e passa a descrever mal o caso típico — por isso publicamos a mediana ao lado dela.

Ver no glossário completo

Quartil

Cada um dos três cortes que dividem os salários em quatro partes iguais. O primeiro quartil (p25) é o valor abaixo do qual está um quarto das contratações; o terceiro (p75), o valor abaixo do qual estão três quartos. A distância entre eles mostra se os salários da ocupação são parecidos ou muito espalhados.

Ver no glossário completo

Glossário de salários e mercado de trabalho — todos os 18 termos.

Fonte dos dados

  • Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — Novo CAGED, microdados não identificados de movimentações.
  • Período de referência: março de 2026 a agosto de 2026 (competências 202603 a 202608).
  • Data da coleta: 07/10/2026.
  • Classificação das ocupações: Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002) — MTE, Portaria nº 397/2002: Relatório de Títulos (códigos, títulos e sinônimos) e tabela de domínio do layout oficial do Novo CAGED.
  • Arquivos usados: CAGEDMOV202603.7z, CAGEDMOV202604.7z, CAGEDMOV202605.7z, CAGEDMOV202606.7z, CAGEDMOV202607.7z, CAGEDMOV202608.7z, em ftp://ftp.mtps.gov.br/pdet/microdados/NOVO CAGED/.
  • Registros processados: 26.803.788 movimentações, das quais 12.235.632 admissões entraram no cálculo dos salários.
  • Dados públicos do Governo Federal brasileiro. Atos oficiais não têm proteção autoral (Lei 9.610/1998, art. 8º, IV). Microdados divulgados sem identificação do trabalhador.

Conteúdo informativo. Os valores são salários contratuais declarados pelo empregador no ato da admissão e não representam o salário de toda a categoria nem o salário líquido.